No marco inicial da Plataforma Internacional da Dança, no último dia 3 de novembro, o Seminário de Economia da Dança propôs aos participantes se dividirem em quatro grupos de trabalho: GT 1 Economia da cultura para dança, coordenado por Gilsamara Moura (Araraquara/Salvador); GT 2 Circuito de distribuição internacional, coordenado por Sacha Witkoswich (Goiânia) e Eduardo Oliveira (Salvador); Gt 3 Conexão Bahia em dança, coordenado por Jaqueline Vasconcellos (Salvador/São Paulo); Gt4 Público para dança, coordenado por Melissa Proaño (Quito) e Eduardo Santana (Salvador).
No segundo dia, antes de cada grupo se reunir para continuar os seus debates, houve um momento de encontro entre todos para partilhar as discussões em processo. Num clima de escuta, reflexão conjunta e cruzamentos de experiências, se abriu um guarda-chuva de perguntas que se atravessavam entre si. Podemos dizer que temos uma economia para dança? Sobre qual pensamento econômico estamos pautados? Gilsamara Moura ressaltou que já se fala de uma nova economia que começa a falar de uma renda dos valores simbólicos, em que entra a dança.
De que modo o valor econômico pode englobar o valor cultural? Como educar o potencial apoiador? Por sua vez, Maria José Cifuentes (Santiago, Chile) contou que no país dela a situação é similar: “fomentos políticos criaram um sistema que não está de acordo com nossa necessidade. Como aceder a esse sistema para poder nos posicionar com nossa forma?” À respeito disso, Candice Didonet sugeriu pensar sobre que tipo de sustentabilidade a gente gostaria de propor. Uma sustentabilidade muito mais relacionada com uma ética que com um valor em cifras? Aliás, o que seria uma sustentabilidade ética na dança?
O grupo liderado por Sasha Witkoswich ressaltou que não se está pensando somente em criar ações, mas sim em políticas públicas, estudando como criar uma estrutura de distribuição para depois propôr possíveis políticas públicas e surtir efeitos. Assim sendo, na busca de propostas mais distributivas, eles colocaram em questão os modos de realizar conexões. “É possível conectar funções um com o outro? Com quem conectar e porque conectar-se com ele?” Deve-se prestar atenção a isso para não ficar no imperativo “há que fazer conexões”, como um modismo, mas não sempre com um sentido claro.
Que o artista é um ser coletivo, que precisa trabalhar em conjunto com outros, que as funções em torno da dança mudam frequentemente, foram pressupostos que vários grupos discutiram. Ao mesmo tempo, lembrou-se que os artistas estão sempre desestabilizando e quebrando paradigmas. “A gente tem se proposto um universo que se coloca como uma possibilidade ao hegemônico, como garantir uma posição com o hegemônico e ao mesmo tempo querer estar numa oposição do hegemônico?” (Duto Santana).
Maria Laura Corvalán Comunicação da Pid





























