QUANTO VALE UMA GARRAFINHA DE ÁGUA? Micro e macro ações para uma sustentabilidade da Dança.

 

Obra: Dança Um Real

Como sobrevivemos? Como vivemos? Como atuamos? Como vendemos? De um modo ou de outro, todos os GT’s (grupos de trabalho) do “Seminário de Economia da Dança” falaram da necessidade de uma “Educação da economia para dança”, isto é, da formação, qualificação e capacitação para buscar modos de sustentabilidade.

O GT “Economia da cultura para dança” compartilhou esta percepção e tomou como exemplo a obra “Dança a um Real”, espetáculo apresentado, no último sábado à tarde, no “Mercado do Peixe’. A obra é uma venda de vários tipos de dança. A pessoa a compra, assiste sozinha a dança escolhida em uma tenda e quando acaba a dançarina lhe pergunta: “você poderia me dizer quanto vale uma garrafinha de água?” A partir da atuação na rua, a obra vai tendo vários desdobramentos para pensar “como é que a gente pode se aproximar do público mesmo com essas microações de formiguinhas”, disse a dançarina de hip hop, Patricia Borges.

Por sua vez, o GT “Formação de público” trabalhou a partir do conceito de mediação cultural, que trata de uma inteligência entre o público e a obra, um tipo de pensamento e ação que implique propôr situações em que essa relação  possa ir se efetivando nas diversas situações com as especificidades da obra.

 

  
Obra: Um alemão chamando Severino

O GT “Conexão Bahia em Dança” criou o “Movimento Bahia”, o qual vai pensar em formas de cruzamentos para se ajudar entre distintas cidades e eventos, a fim de incentivar a dança e a troca no interior da Bahia. O grupo busca trabalhar em rede por identificar as mesmas dificuldades e ter os mesmos anseios de construção. Assim, este GT tem vários pontos para se articular com o último grupo, “Circuito de distribuição internacional”, que visa gerar uma rede de festivais, ou seja, um programa de relacionamento entre agentes e distribuidores. Ambos pensam numa sustentabilidade e a partir da colaboração entre distintos grupos e/ou eventos, como aproveitamento e circulação dos recursos e possibilidades. “Uma proposta de distribuição da dança não como produto, mas também como saberes da dança sobre a dança,” contou Edu O.

 

Texto: María Laura Corvalán  Fotos: João Meirelles
Comunicação da PID

 

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