Danças… Danças… Danças… Que comovem, que mexem.
Danças-situações, que aproximam realidades que não conhecemos e
que são semelhantes, aproximam empatias.
Danças-pensamentos em comum… Diálogos.
Danças-espaço, para que os nexos se fortaleçam.
Espaço para a palavra, para a ação, para a experiência estética,
experiência sensível, para que questionamentos sejam colocados e
gerem eco nos outros.
Danças-tempo, para o encontro dos parceiros, para a reunião de
pessoas afins.
Pessoas diversas, protagonistas, comprometidas, interessantes,
instigantes, provocadoras.
Pessoas que mudam as verdades e certezas do contexto e repensam
formando parcerias, tecidos, coletivos, redes, colaborações para
pertencer ao lugar onde se constrói a realidade que queremos.
Somos ações, iniciativas, projetos, ideias que apontam diversas frentes,
diversas escalas, níveis, territórios… Tentando com poucos recursos
econômicos, porém com muitos recursos humanos, colocar nossas
danças nas bocas, ouvidos, mãos, olhos dos outros…
Do outro que constrói junto, que vai construir junto ou que vem
construindo junto… Colocar nossas danças a serviço daquelas coisas que
fazem a vida valer a pena…
É por e para tudo isto que em novembro de 2011 trazemos a terceira
edição do Seminário de Economia da Dança, das Jornadas sobre
Curadoria para Dança e a segunda edição da Mostra Artística PID.
Para juntarmos muitas pessoas em torno de algumas das nossas questões
cotidianas, que passam pela sustentabilidade e distribuição da dança, que
passam pela criação de um espaço de reflexão e que passam pela criação
de uma Plataforma ampla, capaz de abrigar e impulsionar; capaz de
aglutinar e desterritorializar.
Com essa contínua Plataforma Internacional de Dança esperamos
refletir sobre como a economia da cultura toca a dança, como a envolve
e como podemos, nós, profissionais e fazedores das danças, nos
posicionar neste âmbito econômico reconhecendo o que somos e o que
temos para aportar na sociedade.
Esperamos refletir sobre nossos públicos e tornar esta conversa entre
danças e públicos mais amável…
Esperamos poder dar um passo ao encontro.
Esperamos que aconteçam descobertas e alianças que beneficiem a
distribuição de nossas danças em âmbitos ainda não conquistados.
Esperamos aprender sobre a escuta, construção, problematização e
gerar conhecimentos coletivos sobre experiências de curadores,
programadores, produtores, economistas, artistas, bailarinos,
criadores…
Enfim, esperamos experiências estéticas que gerem barulho, gerem
silêncios, pensamentos, que transformem, que comuniquem, que se
expliquem, que não se expliquem, que se entendam e que não se
entendam… Danças faladas, estáticas, presentes, controversas…
Sejam todos muito bem vindos!
E a conversa continua…



























