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	<title>PID - Plataforma Internacional de Dança</title>
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		<title>Três experiências em curadoria: um funil para cada contexto</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 14:30:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA["Jornadas de curadoria"]]></category>
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		<description><![CDATA[Três experiências em curadoria: um funil para cada contexto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao abrir o espaço para refletir sobre o que é e como deveria ser a curadoria, saíram muitos horizontes em relação à necessidade de especialização do curador. Mas qual especialização? Deveria ser um critico, um historiador, uma pessoa especializada em artes? Ele está nesse lugar da arte de selecionar?</p>
<p><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID11-CampoMuerto_TiagoLima-0766.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-410" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID11-CampoMuerto_TiagoLima-0766-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a> <a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID2011-TiagoLima-03562.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-423" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID2011-TiagoLima-03562-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Obra: &#8220;Campo Muerto&#8221; <em>(izq.)</em> Fotos: Tiago Lima</p>
<p>A partir dos debates que aconteceram nas Jornadas de Curadoria da PID, <strong>Maria José Cifuentes </strong>(Santiago de Chile),<strong> </strong>diretora do festival “Escena Doméstica”,  compartilha sua experiência na curadoria do festival. “Escena doméstica” se realiza em casas e, no Chile, leva-se um ano realizando-o nas estações. Cifuentes afirma que o festival esta num processo de identificar-se com um tipo de curadoria, ainda mais de criar um estilo dela. Há um critério de seleção que parte de algo muito macro, como é o espaço caseiro, e vai se fazendo menor em relação a diferentes temas que se cruzam na curadoria. Também há critérios para pensar como compomos um final de semana.</p>
<p>Mesmo assim o festival parte de uma curadoria de idéias, explica Cifuentes, porque o artista as envia, então depois elas têm que ser desenvolvidas. “Nós acompanhamos o artista nesse processo de como chegar à resolução dessa ideia no espaço da casa. Se pensamos que o que estamos fazendo é um processo criativo, também é um processo de investigação e estamos investigando também sobre a curadoria.”</p>
<p>Outra experiência que fez parte das jornadas de curadoria é a de <strong>Sacha Witkoswich</strong>,<strong> d</strong>iretor geral do “Festival Diagnóstico da Dança” que se realiza em Goiânia, o qual procura fomentar o diálogo entre o cenário da dança local e algumas produções nacionais e internacionais.</p>
<p>Witkoswich explica que em Goiânia não há um entendimento de ser um profissional de dança, ou seja, a grande maioria se dedica a dançar nos momentos livres, sem pretender ter a dança como profissão e buscar alguma lógica dentro do mercado. Por outro lado, o festival tem a motivação de se expandir na comunidade para além do ambiente da dança, mas abranger a comunidade da cidade. Embora tenha consciência da complexidade que implica aquele processo, ele conta que trabalham num conjunto de ações no intuito de chegar a comunidade sem impor nem invadir, senão buscando construir juntos.</p>
<p>Para tais fins, o diretor do festival entende que além da dança contemporânea, também  precisa levar certas danças populares do interior, como congadas ou danças do boi, danças que não estão inseridas no mercado e que acontecem em cidades que ficam a uma hora de viagem e as pessoas de lá não conhecem. Assim, no evento realizam-se falas, reflexões e proposições de dança a partir de uma pergunta que sempre surge: qual dança? A dança, toda dança que (se) provoca, que (se) inventa, que (se) incomoda.</p>
<p><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID11-TerritoriosImaginarios_TiagoLima-06481.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-424" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID11-TerritoriosImaginarios_TiagoLima-06481-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a> <a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID2011-TiagoLima-04941.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-425" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID2011-TiagoLima-04941-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Obras: &#8220;Territórios imaginários&#8221; <em>(izq.)</em>; &#8220;Muaré&#8221; <em>(dir.)</em>. Fotos: Tiago Lima</p>
<p>Por outra parte,<strong> Martha </strong><strong>Hincapié </strong>(Berlim/Bogotá) traz sua recente experiência na direção artística do “Encontro Iberoamericano Plataforma Berlim”. O evento é organizado por artistas Iberoamericanos que moram e trabalham em Berlim. Eles têm trabalhado com grandes coreógrafos de lá, mas, quando deixam isso, não encontram um espaço de apoio e legitimação para que possam desenvolver seus trabalhos autorais.</p>
<p>Esse encontro, pensado para conseguir visibilidade as suas próprias criações, tem como ponto de partida a seguinte pergunta: o que a iberoamérica tem a dizer para a Europa?  Assim, Hincapié<strong> </strong>conta que desde a dança contemporânea busca-se tratar o tema da identidade. A seleção de obras se organiza em três sessões: “reconquista” &#8211; artistas que atingiram um certo reconhecimento ao nível dos europeus; “zona de promessas” &#8211; coreógrafos mais novos com propostas em processo; “Izquerda-Direita, Izquerda-Direita” &#8211; obras com ação política mais marcada.</p>
<p><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID2011-TiagoLima-0268.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-426" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID2011-TiagoLima-0268-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a> <a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-ABCdaDiferenca-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-1215.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-415" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-ABCdaDiferenca-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-1215-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Fotos: <em>(izq.)</em> Tiago Lima;<em> (dir.)</em> João Milet Meirelles.</p>
<p><strong>Tambutti </strong>sem ânimo de julgar, mas sim de pensar juntos, sugere tomar cuidado com certos termos como “política”, “informação”, “identidade”, que se utilizam sobre que conceito se está falando e o que este implica. Por exemplo, o tema “identidade” é muito complexo de tratar, se aprofundamos um pouquinho vemos que a questão da identidade é mais um mito criado pela Europa, então, isso sim é uma questão “política”.</p>
<p>De alguma maneira, as “Jornadas de curadoria” permitiram um espaço de intercâmbio e reflexão para entender sobre que processo curatorial está atravessando cada experiência. Para recortar o termo curadoria há que esclarecer outros termos. Isso é um processo, senão não tem como fazer diferenças, tudo pode ser tudo.</p>
<p><strong> </strong>Texto: María Laura Corvalán</p>
<p>Comunicação da PID</p>
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		<title>DESCOLONIZAÇÃO, o curador como criador de novas narrativas</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 18:06:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[DESCOLONIZAÇÃO. O curador como criador de novas narrativas. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID2011-TiagoLima-0278.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-389" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID2011-TiagoLima-0278.jpg" alt="" width="599" height="399" /></a></p>
<p>Foto: Tiago Lima</p>
<p>Susana Tambutti  (Buenos Aires), diretora do Instituto de Investigación del Departamento de Danza del Instituto Universitario Nacional de Arte (IUNA), traz um discurso provocador, cheio de nomes e fatos que denunciam a instabilidade e fragilidade das condições em que se move a dança na Argentina e, portanto, a grande limitação para desenvolver uma pratica curatorial independente.</p>
<p>Estamos nos submetendo constantemente a um tipo de lógica de criação que vem de outros lugares. Ficamos num lugar de subalternidade e nos tornamos consumidores de cultura mas não produtores dela. Desta forma, Tambutti expressa a dificuldade para achar uma descolonização, numa lógica em que não há somente a dependência econômica mas também cultural.</p>
<p><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID2011-TiagoLima-04621.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-393" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID2011-TiagoLima-04621-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-ABCdaDiferenca-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-1190.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-394" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-ABCdaDiferenca-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-1190-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-TrajetoComBeterrabas-JoaoMIletMeirelles-06_11_2011-0765.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-395" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-TrajetoComBeterrabas-JoaoMIletMeirelles-06_11_2011-0765-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-Cururu-JoaoMiletMeirelles-08_11_2011-1285.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-396" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-Cururu-JoaoMiletMeirelles-08_11_2011-1285-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><em>Obra: &#8216;Muaré&#8217; (acima, à esquerda) - foto: Tiago Lima. Obras: &#8216;ABC da Diferença&#8217; (acima, à direita); &#8216;Trajeto com Beterrabas&#8217; (abaixo, à esquerda); &#8217;Cururú&#8217; (abaixo, à direita) - fotos: João Milet Meirelles.</em></p>
<p>Nessa via, a diretora opina que a pratica curadorial deveria ser uma disciplina autônoma das referências eurocêntricas, que assinalaram originariamente a narrativa da dança como arte. Portanto, o curador precisa ter uma base histórica importante e um exercício de crítico que estabeleça valores porque é ali aonde o curador pode iniciar uma nova narrativa havendo outro relato, não somente o relato histórico. Assim, Tambutti sugere que a pratica curatorial é uma pratica discursiva, isto é, cria um discurso das obras que foram selecionadas. Porque o que sucede no conjunto de obras também é uma narração que conta uma história, como se cada obra fosse um capítulo de um livro.</p>
<p>Deste modo, o curador se torna um deslocador de sentido que gera um discurso, mas não impõe uma tendência. O texto do curador tem que gerar uma reflexão.</p>
<p>Não há ingenuidade possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Texto: María Laura Corvalán</p>
<p>Comunicação da PID</p>
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		<title>OLHAR&#8230; Por uma legitimação do sensível.</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 14:32:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[OLHAR... Por uma legitimação do sensível. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-09821.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-364" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-09821-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-0932.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-359" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-0932-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-09871.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-372" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-09871-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-0911.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-354" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-JoaoMiletMeirelles-07_11_2011-0911-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Com os pés descalços e uma leitura que lembrava aos contos da infância, Nirvana Marinho se deslocava dentro e fora da roda de artistas participantes, caminhava cada palavra buscando um lugar para se deter e continuar sua fala. Escolher é uma ação política de legitimação, e na seleção de obras de arte, a legitimação é de fato inerente. Marinho fazia alusão a uma certa legitimação da curadoria, uma legitimação do sensível: “olhar, olhar, olhar e olhar de novo”, nada substitui o olhar. Olhar da história da obra, do processo e do contexto aonde a obra foi criada.</p>
<p>Entre as várias das sugestões, a curadora propus uma <em>utopia</em>: “reduzir a distancia da memória individual, coletiva, presentificando a memória no embate com o passado sempre em extensão”. O curador é um criador de contexto. Marinho estendeu os braços para diversas direções: “procura estabelecer ações ao redor, nas relações possíveis a partir de um ponto: criar dialogo&#8230; conversas que se estabelecem entre duas o mais pessoas, entre linhas, entre corpos, entre ações, entre historias, entre memórias, entre inventos, entre falas, entre linguagens&#8230;” E certamente, Marinho não parou de trazer autores, citações, experiências alheias que interagiam com essa circunstancia. Assim, quando a palavra começou a circular se abriram janelas a partir de distintas experiências: que tipo de poder tem o curador? Qual é o recorte que o curador está utilizando para escolher uma obra u outra? Mesmo quando o recorte se faz no processo, o curador tem que ser ante todo transparente.</p>
<p>A curadoria precisa ser um espaço sensível de convivência, de proporcionar encontros, ou seja, deslocar o entendimento de curadoria como um modo de poder para um modo de partilha. Para Marinho, isso é uma premissa, um pacto de pós-colonizados, urgente.</p>
<p>Texto: Maria Laura Corvalán         Fotos: João Milet Meirelles</p>
<p>Comunicação da PID</p>
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		<title>QUANTO VALE UMA GARRAFINHA DE ÁGUA? Micro e macro ações para uma sustentabilidade da Dança.</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 17:25:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[QUANTO VALE UMA GARRAFINHA DE ÁGUA? Micro e macro ações para uma sustentabilidade da Dança.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-DancaAUmReal-JoaoMiletMeirelles-05_11_2011-0323.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-312" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-DancaAUmReal-JoaoMiletMeirelles-05_11_2011-0323-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-DancaAUmReal-JoaoMiletMeirelles-05_11_2011-0355.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-311" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-DancaAUmReal-JoaoMiletMeirelles-05_11_2011-0355-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Obra: Dança Um Real</p>
<p>Como sobrevivemos? Como vivemos? Como atuamos? Como vendemos? De um modo ou de outro, todos os GT&#8217;s (grupos de trabalho) do &#8220;Seminário de Economia da Dança&#8221; falaram da necessidade de uma “Educação da economia para dança”, isto é, da formação, qualificação e capacitação para buscar modos de sustentabilidade.<span id="more-309"></span></p>
<p>O GT “Economia da cultura para dança” compartilhou esta percepção e tomou como exemplo a obra <em>“Dança a um Real”, </em>espetáculo apresentado, no último sábado à tarde, no &#8220;Mercado do Peixe’. A obra é uma venda de vários tipos de dança. A pessoa a compra, assiste sozinha a dança escolhida em uma tenda e quando acaba a dançarina lhe pergunta: “você poderia me dizer quanto vale uma garrafinha de água?” A partir da atuação na rua, a obra vai tendo vários desdobramentos para pensar “como é que a gente pode se aproximar do público mesmo com essas microações de formiguinhas”, disse a dançarina de hip hop, Patricia Borges.</p>
<p>Por sua vez, o GT “Formação de público” trabalhou a partir do conceito de mediação cultural, que trata de uma inteligência entre o público e a obra, um tipo de pensamento e ação que implique propôr situações em que essa relação  possa ir se efetivando nas diversas situações com as especificidades da obra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<div>
<dl>
<dt> <a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-AlemaoChamadoSeverino-JoaoMiletMeirelles-05_11_2011-0503.jpg"><img src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-AlemaoChamadoSeverino-JoaoMiletMeirelles-05_11_2011-0503-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>  <a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-AlemaoChamadoSeverino-JoaoMiletMeirelles-05_11_2011-05224.jpg"><img src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-AlemaoChamadoSeverino-JoaoMiletMeirelles-05_11_2011-05224-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></dt>
<dt>Obra: Um alemão chamando Severino</dt>
<dt></dt>
</dl>
<p>O GT “Conexão Bahia em Dança” criou o “Movimento Bahia”, o qual vai pensar em formas de cruzamentos para se ajudar entre distintas cidades e eventos, a fim de incentivar a dança e a troca no interior da Bahia. O grupo busca trabalhar em rede por identificar as mesmas dificuldades e ter os mesmos anseios de construção. Assim, este GT tem vários pontos para se articular com o último grupo, “Circuito de distribuição internacional”, que visa gerar uma rede de festivais, ou seja, um programa de relacionamento entre agentes e distribuidores. Ambos pensam numa sustentabilidade e a partir da colaboração entre distintos grupos e/ou eventos, como aproveitamento e circulação dos recursos e possibilidades. “Uma proposta de distribuição da dança não como produto, mas também como saberes da dança sobre a dança,” contou Edu O.</p>
<p>&nbsp;</p>
<address>Texto: María Laura Corvalán  Fotos: João Meirelles</address>
<address>Comunicação da PID</address>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Dançar o invisível, obras que exploram a relação com o outro.</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 23:46:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  O que há no meio da relação entre dois corpos? De que modo é possível conectar-se com o outro? Quais são as forças em jogo para nos relacionar com o outro? As duas obras uruguaias que se apresentaram na Mostra Internacional da PID, parecem se encontrar numa busca similar sobre questões em torno da [...]]]></description>
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<p> <a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-Compania-JoaoMiletMeirelles-04_11_2011-99122.jpg"><img class="size-full wp-image-302 aligncenter" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-Compania-JoaoMiletMeirelles-04_11_2011-99122.jpg" alt="" width="601" height="400" /></a></p>
<p>O que há no meio da relação entre dois corpos? De que modo é possível conectar-se com o outro? Quais são as forças em jogo para nos relacionar com o outro? As duas obras uruguaias que se apresentaram na Mostra Internacional da PID, parecem se encontrar numa busca similar sobre questões em torno da relação com o outro.<span id="more-287"></span></p>
<p>Periférico Projecto Tango, sobre a direção de Federica Folco, é um projeto baseado na investigação dos códigos do tango &#8211; corporais e sociais. Ele se propõe a “desierarquizar os lugares do homem e da mulher que, no tango mais ortodoxo, são muito fortes”, explicou Gabriela Farías, uma das dançarinas da obra. Enquanto isso, Sofia Lans, conta que sua origem é na dança contemporânea com algum conhecimento do tango. Entretanto, ela conseguiu entrar com facilidade no Periférico porque o tango  é abordado a partir da dança contemporânea e dessa maneira de entender o corpo.</p>
<p><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-ProyectoTango-JoaoMiletMeirelles-03_11_2011-02521.jpg"><img class="size-medium wp-image-294" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-ProyectoTango-JoaoMiletMeirelles-03_11_2011-02521-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-ProyectoTango-JoaoMiletMeirelles-03_11_2011-01781.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-296" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/PID-ProyectoTango-JoaoMiletMeirelles-03_11_2011-01781-300x200.jpg" alt="Foto: João Milet Meirelles" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Por sua vez, a obra “Compañía”, de Carolina Silveira, arma um jogo de interlocução com o “outro”, desvendando a permanente afetação do outro nas lógicas de funcionamento dos  comportamentos que nem sempre se mostram coerentes às circunstancias.</p>
<p>Esses artistas nos propõem distintas alternativas para pensar como um trabalho de colaboração entre dois corpos implica muita disposição e vontade de ambos. Desarmar o abraço, explorar mais possibilidades para flexibilizá-lo, sensibilizá-lo a cada situação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<address>Texto: María Laura Corvalán    Foto: João Milet Meirelles</address>
</div>
<address>Comunicação da PID</address>
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		<title>Segundo dia do Seminário de Economia da Dança</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 11:56:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[news]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo dia do Seminário de Economia da Dança]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_277" class="wp-caption aligncenter" style="width: 663px"><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/pid_0411.png"><img class="size-full wp-image-277" title="pid_0411" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/pid_0411.png" alt="" width="653" height="357" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: João Milet Meirelles</p></div>
<div>
<p>No marco inicial da Plataforma Internacional da Dança, no último dia 3 de novembro, o Seminário de Economia da Dança propôs aos participantes se dividirem em quatro grupos de trabalho: GT 1 <em>Economia da cultura para dança</em>, coordenado por Gilsamara Moura (Araraquara/Salvador); GT 2 <em>Circuito de distribuição internacional</em>, coordenado por Sacha Witkoswich (Goiânia) e Eduardo Oliveira (Salvador); Gt 3 <em>Conexão Bahia em dança,</em> coordenado por Jaqueline Vasconcellos (Salvador/São Paulo); Gt4 <em>Público para dança, </em>coordenado por  Melissa Proaño  (Quito) e Eduardo Santana  (Salvador).<span id="more-276"></span></p>
<p>No segundo dia, antes de cada grupo se reunir para continuar os seus debates, houve um momento de encontro entre todos para partilhar as discussões em processo. Num clima de escuta, reflexão conjunta e cruzamentos de experiências, se abriu um guarda-chuva de perguntas que se atravessavam entre si. Podemos dizer que temos uma economia para dança? Sobre qual pensamento econômico estamos pautados? Gilsamara Moura ressaltou que já se fala de uma nova economia que começa a falar de uma renda dos valores simbólicos, em que entra a dança.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_278" class="wp-caption aligncenter" style="width: 663px"><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/pid_0411A.png"><img class="size-full wp-image-278" title="pid_0411A" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/pid_0411A.png" alt="" width="653" height="372" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos: João Milet Meirelles</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De que modo o valor econômico pode englobar o valor cultural? Como educar o potencial apoiador? Por sua vez, Maria José Cifuentes (Santiago, Chile) contou que no país dela a situação é similar: “fomentos políticos criaram um sistema que não está de acordo com nossa necessidade. Como aceder a esse sistema para poder nos posicionar com nossa forma?” À respeito disso, Candice Didonet sugeriu pensar sobre que tipo de sustentabilidade a gente gostaria de propor. Uma sustentabilidade muito mais relacionada com uma ética que com um valor em cifras? Aliás, o que seria uma sustentabilidade ética na dança?</p>
<p>O grupo liderado por Sasha Witkoswich ressaltou que não se está pensando somente em criar ações, mas sim em políticas públicas, estudando como criar uma estrutura de distribuição para depois propôr possíveis políticas públicas e surtir efeitos. Assim sendo, na busca de propostas mais distributivas, eles colocaram em questão os modos de realizar conexões. “É possível conectar funções um com o outro? Com quem conectar e porque conectar-se com ele?” Deve-se prestar atenção a isso para não ficar no imperativo “há que fazer conexões”, como um modismo, mas não sempre com um sentido claro.</p>
<p>Que o artista é um ser coletivo, que precisa trabalhar em conjunto com outros, que as funções em torno da dança mudam frequentemente, foram pressupostos que vários grupos discutiram. Ao mesmo tempo, lembrou-se que os artistas estão sempre desestabilizando e quebrando paradigmas. “A gente tem se proposto um universo que se coloca como uma possibilidade ao hegemônico, como garantir uma posição com o hegemônico e ao mesmo tempo querer estar numa oposição do hegemônico?” (Duto Santana).</p>
<p>&nbsp;</p>
<address>Maria Laura Corvalán</address>
<address>Comunicação da Pid</address>
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		<title>ABERTURA DA “PLATAFORMA INTERNACIONAL DE DANÇA” JUNTO COM “DANÇANDO NOSSAS MATRIZES”  Um exemplo de ação colaborativa</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 02:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[news]]></category>

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		<description><![CDATA[ABERTURA DA “PLATAFORMA INTERNACIONAL DE DANÇA” JUNTO COM “DANÇANDO NOSSAS MATRIZES”  Um exemplo de ação colaborativa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/pid_0311.png"><img class="alignnone size-full wp-image-273" title="pid_0311" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/pid_0311.png" alt="" width="653" height="357" /></a></p>
<p>Talvez por descuido, por desconhecimento ou por limitações externas. Tanto faz a causa, o fato é que os dois eventos de dança “Plataforma Internacional de Dança” e “Dançando nossas Matrizes” coincidiram em começar no mesmo dia e no mesmo ambiente:  Espaço Xisto Bahia. O fato é que eles aproveitaram a circunstância para juntar forças e ter um início comum. Assim podemos dizer que os representantes de cada evento – Nirlyn Seijas e Catarina Gramacho da PID, Matias Santiago e Soiane Gomes de DNM – deram a abertura com uma “coreografia verbal”. Através dela, eles expressaram seus desejos de obter um espaço de encontro para pensar a sustentabilidade, a distribuição e a reflexão sobre possíveis ações em conjunto para direcionar as necessidades do campo da dança.<span id="more-4"></span></p>
<p>Kátia Costa, coordenadora do Espaço Xisto Bahia, manifestou um grande orgulho e prazer em receber dois projetos como esses que se propõem a discutir internamente as problemáticas da própria dança para intercambiar idéias e experiências. Costa, ainda esclareceu que esse trabalho não é de duas ou de três pessoas, mas “é um trabalho de construção coletiva que envolve artistas, governo e comunidade”.</p>
<p><a href="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/pid_0311A.png"><img class="size-full wp-image-274 aligncenter" title="pid_0311A" src="http://www.pidbahia.com.br/pidbahia/wp-content/uploads/2011/11/pid_0311A.png" alt="" width="653" height="185" /></a></p>
<p>Profissionais do SEBRAE se mostraram muito agradecido pela empresa fazer parte deste encontro e até pediu desculpas pela inexperiência neste tipo de atuação. É que mesmo sendo responsável pela discussão na área de economia criativa, a companhia ainda está tentando aprender (mais intensamente nos últimos dois anos ), sobre como funciona a cultura e, mais especificamente, sobre como funciona a dança dentro de uma estrutural gerencial – uma novidade para eles.</p>
<p>Por sua vez, Leda Muhana, diretora da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, assinalou que é muito importante para a faculdade participar, estimular, fomentar e viabilizar os encontros que prevêem intercâmbios e espetáculos em diversos níveis. A diretora advertiu que isso custou muito para a acontecer e se remeteu aos inícios da década de 70 quando ocorreu o primeiro grande evento brasileiro de dança, um concurso e, como tal, competitivo.</p>
<p>Depois dessa oficina, que com os anos perdeu fôlego e desapareceu, poucos foram os projetos de “encontro” aqui na Bahia de nível nacional e democrático. Porém, Muhana opinou que surge um novo momento de reunir os profissionais da dança do país especificamente para lidar com suas questões: “não dá mais para viver isoladamente. A gente sabe que o grupo pode produzir de forma muito mais rica de que uma pessoa so”. Cada vez mais os esforços conjuntos, as parcerias, tem estabelecido convênios.</p>
<p>Ao fim, a diretora explicou que além da escola ter uma função muito clara, que é a de formação, ela também tem um papel importante em Salvador dentro da área da dança: união, colaboração, suporte, até por questões não só artísticas, mas também políticas. “Segregações já ocorreram ao longo de nossa história, a gente tem histórico de animosidade e a gente percebe que isso só nos faz andar para trás. A gente tem que se unir cada vez mais e, nesse empenho de se unir, cada um tem que ser mais ativo”.</p>
<p><em>María Laura Corvalán<br />
Comunicação da PID</em></p>
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